
A exposição Paisagens Oblíquas, dedicada à paisagem, apresenta obras de 15 artistas, pertencentes à Colecção Berardo e a várias colecções particulares, em dois espaços distintos. O seu objectivo é revisitar este género de representação e mapear a pluralidade de visões que confluem na tendência de “regresso à paisagem”, que vem ocorrendo desde há cerca de vinte anos.
O Museu de Faro apresenta obras de artistas que utilizam diferentes suportes para abordar a representação da natureza e da paisagem numa perspectiva contemporânea. Trata-se de uma visão abrangente que contempla a paisagem natural, urbana, industrial, vazia, infinita, imaginária, efémera, com coordenadas do seu tempo. É o caso dos desastres naturais, da elevada concentração populacional, urbanística, industrial ou turística. Tanto como a constatação das convulsões permanentes da paisagem em mudança, e do estatuto transitório que cada vez mais lhe percebemos, é o seu potencial plástico de transformação que nos é proposto como fonte de reflexão e fascínio.
Galeria Arco Site Specific
Na Galeria Arco – Museu do Brinquedo está patente um segundo pólo da exposição Paisagens Oblíquas constituído por três intervenções de Alexandre Joly, onde se inclui uma nova instalação site-specific. Nestes trabalhos, o artista suíço estabelece um diálogo com a natureza apresentando um conjunto de propostas lúdicas que revisitam o género natureza-morta.
As obras que Joly exibe nesta exposição, como Migration; Wild Duck Twist ou Absolute sine, ambas de 2009, referem-se a fenómenos do mundo natural e cultural expondo as progressivas metamorfoses que constroem e desconstroem a nossa visão do mundo.
As suas instalações caracterizam-se por uma constelação ecléctica de ambiências e objectos, de aspecto visual exuberante, frequentemente construídos com vulgares reproduções, de aspecto precário e assumidamente artificial, de elementos naturais, vegetais, ou animais. São naturezas-mortas, na sua característica suspensão de um tempo antes do declínio; e uma ironia do conceito do artista é reconstituir esse efeito clássico com recurso a representações que instalam novas camadas entre o tempo cristalizado e a percepção do espectador. O resultado, incorporando impressões da paisagem, projecta uma visão cósmica que impregna a atmosfera do meio envolvente.
Artistas: Andreas Gursky, Alberto Carneiro, Caetano Dias, David Hockney, Eric Poitevin, Hamish Fulton, Ida Tursic, Laurent Grasso, Lothar Baumgarten, Pedro Calapez, Richard Long, Robert Frank, Tacita Dean, Yvan Salomone, Wilfried Mille
Comissário: Eric Corne
Informações úteis
Museu Municipal de Faro
Largo Afonso III, 14 - Centro Histórico de Faro
Horários:
1 de Julho a 31 de Agosto - Terça a Sexta das 10h às 22h30, Sábado e Domingo das 11h30 às 18h
1 a 27 de Setembro - Terça a Sexta das 10h às 19h, Sábado e Domingo das 11h30 às 18h
Informações: + 351 289 897 400
Visitas guiadas ao Museu: 11h30, 15h30, 19h00 e 21h30
Galeria do Arco
Beco do Arco - Faro
Horários: Terça a Domingo das 11h30 às 18h
Informações: + 351 289 801 037
Não existe acesso à Galeria Arco e ao 1º piso do Museu Municipal de Faro para pessoas com mobilidade reduzida.